Por mais que deixemos de observar as
prédicas de Jesus, não podemos ignorar que sua fala permanece viva e
contemporânea nos dias de hoje.
Quantos não são, hoje, os
"doutores da lei" denunciados por Cristo?
Nesse caso, "doutores da
lei" somos todos. Somos aqueles pretensiosos do saber desconhecido de
outrem. Ciosos em sobressair Somos os que julgam ter direito de usufruir e/ou
usurpar daquilo que não têm direito.
Sei que eu preciso compreender que
agi, muitas vezes, como esses doutores; quando, acreditando ser um ato
inofensivo, tirei materiais (mesmo sendo insignificante materialmente falando)
de quem por direito pertencem. Infenso ao principio do bem viver. Sei que
deliberadamente usei dos meus conhecimentos para arrecadar louvores ao meu ego
cego ou favores dos meus cínicos.
No primeiro não há desculpas, já
que, de pronto, reconheço o meu agir pela consciência. Minha culpa toda. Porque
descriminável é quem faz sem saber que fez. Mas pior é quem sabe e não alerta aquele
que não sabe. Imputável a omissão, Senhor, é um mal do individualismo moderno,
essa chaga que sempre cresce.
Já no segundo, lembro-me da
assertiva divina: o que se humilha exaltado é e quem se exalta, derrotado está.
Que vergonha encontro-me nesse momento confessando a Ti. Porque, além de
mostrar-me fragilizado aos Teus olhos, o mais difícil é ver com os meus
iludidos.
Perdoe-me, oh Pai! Que essa oração
faça jorrar a paz que tanto necessito. Pois, na fé de sua ilimitada compaixão,
fio-me contra o intermitente desejo terreno, que tudo acaba. Não é a paz de
césares, mas a Paz de Deus que me alimenta.
Fonte: Valdirfilosofia

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Participe também desse momento de fé comentando, rezando ou compartilhando também a sua experiência religiosa aqui nesse blog.